Gosto de observar.
Já passei por vários pontos de São Paulo, de ônibus, de trem, de metrô, e até mesmo a pé, e em todas estas idas e vindas, pude ver vários tipos de pessoas: ricas, pobres, miseráveis, religiosos, irreverentes, punks, roqueiros, etc.
Mas uma cena me marcou: há pouco mais de 4 anos, passando de ônibus pela Av. Washington Luis, vi um casal. Não seria nada de mais ver um casal numa avenida de São Paulo, se não fosse no momento em que estavam acordando...na rua. É isso mesmo, eles estavam acordando, e bem neste momento o onibus em que eu estava parou próximo a eles (por causa do transito, pra variar...).
Era um casal de mendigos. Estavam "morando" na entrada de uma casa que parecia abandonada ou a venda.
Até aí tudo bem, mas o que me chamou atenção foi a alegria que eles esboçavam.
Ao lado deles havia um carrinho de feira, e a mulher se esticou pra alcançá-lo e pegar uma maçã... este talvez seria o café da manhã. De repente, um pequeno cãozinho aparece no meio deles, saindo debaixo da coberta que os cobria. A mulher sorria, e o cachorrinho também demonstrava felicidade.
O onibus andou, e não os vi mais. Eles nem imaginam que eu exista. Também não sei se eles ainda existem, ou como estão. Só sei que uma lição ficou: entendi que a felicidade não escolhe local, nem conta bancária. A felicidade não escolhe cor, raça, nem mesmo classe social.
A felicidade bate à porta de todos, porém não entra em todas as casas pois nem todos estão prontos para abrir a porta. Nós a procuramos em muitas coisas como carro, casa, dinheiro e fama, mas não vemos que ela muitas vezes se apresenta nas pequenas coisas, nas pequenas atitudes, nos pequenos gestos, nas pequenas frases...
O que acontece é que muitos insistem em reclamar da vida que tem. Reclamam do emprego, da casa, do salário, da comida, de tudo! Reclamam tanto que não ouvem as batidas da felicidade em sua porta.
Depois que vi aquele casal, dei mais valor ao que tenho. Resolvi aprender a ser feliz com o que tenho, sem deixar de lutar por algo melhor.
Há uma musica que diz assim:
"Felicidade pode estar numa choupana,
pode ser sofrer na vida
ou morrer por quem se ama.
Felicidade se conjuga no futuro,
onde a dor não é presente,
e o presente é pra sempre"
Composição: Fernando Iglesias / Evaldo Vicente
E lembre-se: O melhor jeito de ser feliz é fazendo alguém feliz.
Danilo carvalho
Já passei por vários pontos de São Paulo, de ônibus, de trem, de metrô, e até mesmo a pé, e em todas estas idas e vindas, pude ver vários tipos de pessoas: ricas, pobres, miseráveis, religiosos, irreverentes, punks, roqueiros, etc.
Mas uma cena me marcou: há pouco mais de 4 anos, passando de ônibus pela Av. Washington Luis, vi um casal. Não seria nada de mais ver um casal numa avenida de São Paulo, se não fosse no momento em que estavam acordando...na rua. É isso mesmo, eles estavam acordando, e bem neste momento o onibus em que eu estava parou próximo a eles (por causa do transito, pra variar...).
Era um casal de mendigos. Estavam "morando" na entrada de uma casa que parecia abandonada ou a venda.
Até aí tudo bem, mas o que me chamou atenção foi a alegria que eles esboçavam.
Ao lado deles havia um carrinho de feira, e a mulher se esticou pra alcançá-lo e pegar uma maçã... este talvez seria o café da manhã. De repente, um pequeno cãozinho aparece no meio deles, saindo debaixo da coberta que os cobria. A mulher sorria, e o cachorrinho também demonstrava felicidade.
O onibus andou, e não os vi mais. Eles nem imaginam que eu exista. Também não sei se eles ainda existem, ou como estão. Só sei que uma lição ficou: entendi que a felicidade não escolhe local, nem conta bancária. A felicidade não escolhe cor, raça, nem mesmo classe social.
A felicidade bate à porta de todos, porém não entra em todas as casas pois nem todos estão prontos para abrir a porta. Nós a procuramos em muitas coisas como carro, casa, dinheiro e fama, mas não vemos que ela muitas vezes se apresenta nas pequenas coisas, nas pequenas atitudes, nos pequenos gestos, nas pequenas frases...
O que acontece é que muitos insistem em reclamar da vida que tem. Reclamam do emprego, da casa, do salário, da comida, de tudo! Reclamam tanto que não ouvem as batidas da felicidade em sua porta.
Depois que vi aquele casal, dei mais valor ao que tenho. Resolvi aprender a ser feliz com o que tenho, sem deixar de lutar por algo melhor.
Há uma musica que diz assim:
"Felicidade pode estar numa choupana,
pode ser sofrer na vida
ou morrer por quem se ama.
Felicidade se conjuga no futuro,
onde a dor não é presente,
e o presente é pra sempre"
Composição: Fernando Iglesias / Evaldo Vicente
E lembre-se: O melhor jeito de ser feliz é fazendo alguém feliz.
Danilo carvalho
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