"...Que é a vossa vida? Sois, simplesmente, como a neblina que aparece por algum tempo e logo se dissipa." Tiago 4:14
Fim de ano se aproxima e junto dele um misto de felicidade, realização e preocupação cresce dentro de muita gente. Felicidade por estar com certa fartura; realização, pois ao olhar para trás é possível ver o que foi plantado e o que foi colhido durante os doze meses; mas a preocupação dissipa toda nuvem de satisfação quando se olha para um novo tempo iniciando, sendo que o mesmo é desconhecido.
O texto bíblico citado hoje desmonta toda ideia alicerçada em esperanças baseadas no que podemos fazer ou deixar de fazer com nossas próprias mãos. É um lembrete de quão frágil é a vida, e com o passar dos anos ganhamos a consciência disso didaticamente. Talvez seja isso que grita dentro de nós a cada nova fase.
Os anos vem e vão, e vamos ficando mais velhos. E aqueles que amamos também... Sentimos falta dos tempos de criança em que mal podíamos esperar o Natal para comer algo diferente e ganhar presentes. Olhamos no espelho e vemos um fio ou outro brancos, ou até mesmo quase todos. As marcas de expressão estão mais acentuadas. Alguns nomes se perdem na memória agitada do dia a dia, e algumas tarefas também.
Aqueles que eram crianças estão tendo filhos. Aquelas crianças que vimos nascer estão se formando. E aqueles que eram maduros quando éramos crianças, estão velhos. Outros começam a partir... Isso dá um frio na barriga. Como será o ano que vem? O desconhecido é assustador para aqueles que são ansiosos.
A vida é como uma neblina.
Após mostrar que Deus é dono do tempo e comanda tudo, Tiago termina o capítulo 4 dizendo que "quem sabe que deve fazer o bem e não faz, comete pecado" (verso 17). Isso nos dá a entender que precisamos viver como se hoje fosse o último dia, fazendo o bem.
Não importa quantos diplomas temos, quantas línguas falamos, qual a nossa genealogia, ou qual nome ou sobrenome carregamos, a vida se vai como um sopro, e todos desabam no mesmo lugar.
Por isso hoje, mais do que nunca, é tempo de fazer o bem, a nós mesmos e ao nosso semelhante, pois não sabemos quando será o último dia dele... E nem o nosso...
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