"Jesus chorou" João 11:35
No pranto de uma esposa que acabou de perder o marido é possível enxergar um pouco do que estamos sentindo nos últimos dias, direta ou indiretamente. Bandeiras a meio mastro revelam o luto de quem um dia sonhou e agora não tem força para olhar à frente.
A sensibilidade está aflorada em quase todos. Tantos fatos terríveis nos assolam e nos fazem questionar.
Vemos a força da natureza devastando pousadas, empresas, animais e dezenas de famílias, simples e sofisticadas. Vemos locais magníficos destruídos pela chuva, e mais pessoas perecendo... Vemos sonhos tão jovens se queimarem no fogo... Vemos um homem de grande influência partir de maneira tão triste, tão chocante...
Perdas irreparáveis. Dores diferentes, mas dores!
Cristãos, ateus, jovens, velhos, ricos, pobres. A dor alcançou todos nesses últimos dias. E se você é como eu, deve estar sentindo um nó na garganta, um desânimo. Será que vale a pena a vida que levamos?
Certo vez um amigo de Jesus adoeceu e faleceu. A notícia da doença chegou dias antes, levando o desejo de que o Mestre fosse visitar e curar seu amigo. Mas Ele não foi... E quando foi, Lázaro - o amigo - já havia morrido.
A cena seguinte é triste. Todos ainda choravam a morte de um querido, mesmo quatro dias depois. Jesus chega, se comove, e chora.
Já ouvi sermões dizendo que Ele chorou porque as pessoas não creram em Sua Palavra, mas isso para mim cria uma barreira que tampa um Jesus Deus-Humano desenhando um Jesus Deus-Insensível. Posso estar errado, e minha ideia não é a prioritária, mas gosto de crer que Ele chorou por estar tão ligado humanamente conosco que sentiu nossas dores mais profundas. Gosto de crer que Ele chorou por talvez lembrar o dia em que criava Adão e lhe soprava as narinas, e agora se deparava com um corpo fedendo, comido por vermes, frio... O homem não foi feito para isso. Gosto de crer que Ele chorou por ter perdido um amigo, assim quando eu e você passamos pela mesma situação. E essa crença me abre uma janela enorme e radiante para a próxima cena, onde Ele clama e Lázaro, seu amigo, retorna à vida. Como homem Ele chorou, e como Deus Ele não pode se conter e ressuscitou seu amigo. Deus é autor da vida, e assim foi possível vislumbrar um pouco do que vai acontecer no futuro, quando os mortos ressuscitarem e subirem aos Céus.
Utopia para uns, contos de fadas para outros, mas é esperança para muitos.
Um Deus que se compadece.
Um Jesus que chora ao ver Brumadinho se romper, que se comove fortemente ao ver a chuva devastando casas e pessoas no Rio de Janeiro, que entra em prantos ao ver adolescentes queimando, e que não se contém ao ver dois filhos, Ricardo Boechat e seu piloto, morrerem de uma maneira tão trágica.
Não vemos, mas o próprio Deus, Jesus, desce para abraçar e consolar nosso país. Ele faz o mesmo com os outros que são assolados todos os dias, como a Síria, o continente Africano, a Venezuela, o Líbano.
O que me consola é saber que Jesus é o mesmo de sempre. A cena que seguirá vai ser magnífica, pois o Deus da vida vai interferir na morte, nos desastres, nas tristeza e dar um basta!
Logo mais a vida não será mais assim.
Comentários
Postar um comentário