Muito se tem falado sobre amor. Ideologias gritando, religiões pregando e posts em redes sociais confirmam.
Pouco se tem vivido o amor. Ideologias gritando, religiões pregando e posts em redes sociais confirmam.
A dualidade é cruel. Na verdade sempre foi.
Desde os tempos bíblicos era possível encontrarmos incoerências. Falar uma coisa mas viver outra.
Por um longo tempo estivemos preocupados com formas, regras, liturgias, estruturas, e etc. Tínhamos que fazer isso e deixar de fazer aquilo para agradar a um Deus que, com seus olhos por toda a parte, estava pronto para nos "atacar". O medo tomava conta. Cada pecado cometido parecia que precisava de uma semana de atos bons para ser purificado. Precisávamos tomar cuidado (com nossas próprias astúcias) com o diabo, afinal, ele estava em derredor. Os discos eram rodados ao contrário para achar onde ele estava falando. As fotos eram postas de cabeça para baixo, pois poderia ter algo oculto ali. Os utensílios domésticos deveriam ser jogados fora, até mesmo perfumes e cotonetes, pois suas empresas fabricantes talvez não seriam de Deus. Assim, fazendo essas coisas, aliadas ao ato de nos separarmos das pessoas do mundo, estaríamos salvos.
O problema é que quando vamos aos evangelhos encontramos Jesus dizendo "Porque vos digo que, se a vossa justiça não exceder a dos escribas e fariseus, de modo nenhum entrareis no Reino dos Céus." (Mateus 5:20). Ou seja, o pessoal (fariseus e escribas) faziam de tudo para guardar as leis, criavam regras praticamente impossíveis de serem cumpridas e cumpriam, e mesmo assim, Jesus disse que para entrar no Reino era preciso ser melhor que isso. Como assim?
Quando analisamos a vida de Cristo vemos que ele falou muito sobre um Reino de justiça e amor. Porém Ele não apenas falou, mas viveu este Reino aqui.
Certa vez disse aos seus discípulos que eles seriam reconhecidos como tais se amassem uns aos outros (João 13:35).
Nisto está a chave. Para chegar a este ponto, de verdade, era preciso ir além, ou seja, exceder em muito, os meros rituais cumpridos pelos fariseus, pois seria necessário se entregar, se doar, deixar o "EU" de lado. Isso é o que significa o amor ágape, citado em diversos textos bíblicos.
Quão longe estamos do ideal de Deus...
Negar a mim mesmo, se doar para o outro. Como podemos chegar a este ponto?
Ao olharmos para o amor descrito em 1 Coríntios 13, vemos a revelação do caráter de Deus, que é o próprio amor (1 João 4:8). Paciência, benignidade, ação sem interesse. Ele é quem se despiu de Si, de sua Glória, para se entregar àqueles que não entendem e nem percebem o que está acontecendo. Ele é quem vela nosso sono e nos acorda para um novo dia. Ele é quem sofre e chora com a gente quando não conseguimos ser melhores, e nos incentiva a continuar.
Olhando para este amor, João diz que então "o amamos, pois Ele nos amou primeiro" (1 João 4:19).
Cristo nos convida a experimentar viver este mesmo amor para com o próximo. Seremos reconhecidos como seus discípulos quando nos amarmos uns aos outros (João 13:35).
A sensação de impossibilidade de amar deságua na necessidade de nos aproximarmos de quem realmente sabe o que é isto. Não encontraremos em filósofos, pisicologia, psicanálise, google, movimentos ideológicos ou religiosos, muito menos neste texto. Encontraremos apenas em Jesus.
Ouse isto.
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